16.2.09

78º - zeca camargo relança moda quebra-nozes

Muita gente já percebeu, e não é de agora que venho ouvindo por aí as pessoas comentando sobre as calças apertadas de Zeca Camargo. Coisa que deve incomodar boa parte do público fiel do Fantástico,
eu acho.

E esse incomodo não é à toa, aflição, talvez, seja o sentimento correto. Porque as mulheres têm uma sensação de que os ovos vão quebrar, e elas sabem bem a sujeira que isso causa. Os homens, obviamente, sentem dor só de ver. E os travestis, esses não sentem mais nada.

Eu acreditava que o motivo pra ele usar calças tão justas e apertadas desse jeito, que espremem os limões, fosse por causa de uma dieta mal administrada. Porque só um cara que acha que vai emagrecer, mas acaba engordando, compra os mesmos números que usava dez anos atrás.

Depois pesquisei melhor e vi que Zeca, sendo uma pessoa presente no meio artístico musical e "influenciado" pela MTV por um bom tempo, apenas seguiu tendências.

Não descobri exatamente quando começou, mas foi nos anos 70 que a moda explodiu. Robert Plant e Bon Scoth abusavam dos jeans surrados e asfixiantes. Então nos anos 80, Dave Lee Roth conquistou suas fãs dando pulos que exaltavam sua bagagem.
Nos anos 90 a moda deixou o mundo dos famosos e ganhou as ruas, sim, no mundo real esmagar os bagos deixava de ser apenas privilégio dos motoqueiros. Mas enquanto nos anos 90 ser sacudo era vantagem, nos anos dois mil a coisa mudou de figura e essa mania foi deteriorada, subjugada, deturpada e homosexualizada, porém, não esquecida.

Quando finalmente chegou ao posto de apresentador de um dos programas de maior disseminação, audiência e popularidade da televisão brasileira, Zeca quis relançar a moda. E conseguiu!
Agora, os caras chegam nas lojas e pedem as calças Zeca Camargo, assim como pediam pela camisa de Raimundo Flamel. Verdade, agora ele influencia multidões, e não é apenas com roteiros de viagens. Não, ele interfere no modo de se vestir, na maneira em como os caras devem se sentar e no modo em que eles arrumam suas malas.

E quanto a mim? Aaaa...eu sou diferente. Eu gosto das coisas simplificadas. Gosto de abacaxi cortado, de azeitona sem caroço e de nozes só no natal. Essa coisa de quebrar nozes durante o ano inteiro é mania de Zé. Tanto de Zeca Camargo, quanto de Zezé di Camargo.



Não Perca, domingo. No Fantástico!

12.2.09

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30.1.09

77º - aquele ao pé da letra

Sim, foi ela, a 'dor nas costas', que me fez perceber como o tempo passou. Isto porque, dizer para qualquer pessoa que você está com dores nas costas é a mesma coisa que pedir para lembrarem quantos anos você tem e qual década de idade você está prestes a alcançar.

Não que isso seja ruim, e nem que eu esteja tããão velho assim, mas a realidade vem e te dá um tapa.
Estou ficando, sim, mais velho a cada ano que passa, como não deveria ser diferente. E agora mais do que nunca sei disso.

- É meu...a gente se conhece a tanto tempo que nem parece mais que foi ontem. Estamos ficando velhos...
- Relaxa cara, você precisa colocar a mão na consciência para aceitar essas coisas com facilidade.

E então nos três segundos seguintes eu pensei em como fazer isso, como por a mão na consciência. Por que vejam só vocês como são as coisas, se eu tenho consciência de algo é porque, obviamente, sou consciente do fato. E, sabendo disso, ainda preciso usar as mãos?

Daí lembrei que li por aí sobre um cara disse que "não há como alguém estar consciente de alguma coisa sem estar consciente de estar consciente dessa coisa". Pois é amigos!

Quem foi que inventou essa história de ficar colocando a mão na consciência? Acho desnecessário. Ou agora vale mais ter uma na mão do que duas no pensamento?

Imagine que estou segurando minha consciência. Suponhamos que eu consiga realmente por as mãos nela, percebo que ela está limpinha, que é bonita, cheira bem, tem uma aparência sadia e coisa e tal.
Faço o que com ela agora? Já estou com a cabeça conscientemente ocupada e as mãos também, então eu mordo? Coloco num cofre? Faço cafuné? Bato um tiro de meta? Jogo pro alto pra ver se sai voando? Vendo? Enfim, tantas possibilidades que nem sei qual escolher pra resolver meu problema. Não entendo, isso não faz sentido algum...

Além do que é algo extremamente abstrato, se é que vocês me entendem, intocável né? Portanto não tem nem como colocar a mão numa coisa dessas. É como querer dar um beijo no bumbum da Keyra Agustina sem ser pelo monitor, não há caminhos diferentes desse, tsc tsc. Aí é querer tocar em algo alienígena, né não?

- Mão na consciência?
- Sim.
- Meu, as coisas não são assim tão simples como parecem ser.
- Cara, abre sua mente.

E então nos três segundos seguintes eu pensei em como fazer isso...


6.1.09

76º - a volta de um gigante adormecido

Bem amigos, sei que este espaço anda meio em baixa, mas as coisas não andam fáceis pra Oz desde o ano passado. Todos os sintomas me levam a crer que estou mesmo sofrendo de uma doença mental de memória. E por isso, ando esquecendo as idéias que surgem, esquecendo de anotar as incríveis e inigualáveis inspirações para postar aqui, memória de peixe. Ando tão esquecido que às vezes me pego parado onde devia andar, de pé no meio da faixa de pedestres com o sinal verde, aceso, pelado!

Ainda mais depois do sucesso incrível do último post, sai numa alucinógena turnê a base de Benflogins e só agora, depois dos fogos, que me reencontrei.

É, acho que este foi o maior período de marasmo visto aqui em Pantanoz, fãs estão sumindo, sapos, capivaras, lontras, suínos, mamangavas, tigres, libélulas... Estão todos deixando de lado este Pântano que não tem mais alimento. O leite derramou. Os pênis das vacas secaram. Os grilos e cigarras se calaram. O lodo endureceu. O céLebro amoleceu. A fonte da vida secou...

Mas amigos, tenham calma, é só o que posso pedir, calma; calma minha gente. Porque para os homens de boa vontade sempre existe uma luz no fim do túnel. E isso um dia há de ser novamente um ecosistema inspirador, florido de idéias, de palavras, de cultura, de entretenimento, de música, de alegria, de prosperidade, de esperança...afinal é ano novo! Estamos em 2009, o ano em que a peteca há de subir!

Não vou prometer que escreverei frequentemente, pois promessas de ano novo nunca se cumprem.

Sendo assim, quero aproveitar a deixa do quinquagésimo aniversário de um dos ídolos aqui de Pantanoz, o Deus dos palcos, das canções, dos passos de dança, das luvas brilhantes, dos escândalos e tudo mais de estranho que vocês se lembrem desde a mais tenra, e preferida, idade. Aquela idade em que a intimidade com o astro era por conta e risco.Sim sim, ele fez aniversário faz um tempo já...mas parece que foi ontem, diz aí!

Um remix foda, de Dancing Machine. Esse som para mim é um dos melhores dos Five. Já fizeram vários remixes dela, tem
esse, esse , mas legal mesmo é esse arranjo abaixo que eu achei. Modernoso, deixou a música realmente captivating, stimulating, automatic, systematic, rhythematic, acrobatic...É tudo mágico, a dança robô com Michael e Jermaine dividindo os vocais apoiado pelos outros....

É, é isso aí amigos, uma boa pra começar o ano, dancemos até a música parar...



14.7.08

75º - Ken com ferro fere.

O passatempo predileto deles era despir as bonecas. Uma coleção de 23 Barbies; 18 loiras, 1 oriental, 1 negra, 3 morenas e 1 Ken.

Ele tinha uns 8 anos, ela 10, e já se achava a dona de casa. Precoce, já namorava, em sua imaginação, com o Ken. Se encontravam todos os dias, logo após voltarem da escolinha com a mãe, e se sentavam perto da televisão, no tapete da sala para mais um dia com as bonecas.

Criavam diálogos, situações, dramas... Mas o barato mesmo era brincar de moda e trocar as roupas. Cada dia um desfile diferente, combinações inusitadas assinadas pelo estilista Ken, boneco exclusivo dela, mas cobiçado por ele.

As horas passavam e a concentração dos dois era 100% dos brinquedos, apenas uma coisa tirava deles o foco. Quando a noite começava, papai chegava do trabalho e após o jantar se juntava com a mãe para assitir a novela, Meu Bem, Meu Mal.

A abertura da novela fazia com que largassem as bonecas - do modo que estavam, peladas ou não - e sem piscar acompanhavam do início ao fim. As vezes até sussurravam a música, mas sempre, invariavelmente, se assustavam quando o vidro de perfume ou o lustre estourava, uma excitação diferente a cada susto, o clímax. E logo após voltavam toda a atenção aos brinquedos, pois a trama em si de nada interessava.

Desde que a novela começou, por causa do susto, os pais começaram a perceber que o menino largara os carrinhos definitivamente para se dedicar ao vestuário das bonecas. O que parecia normal no começo, após o trigésimo capítulo da novela começou a ficar preocupante. Agora os carrinhos estavam ganhando poeira e com as baterias arriadas pela falta de uso. Por que ele se interessava tanto por bonecas? Mas como os filhos se davam super bem, não havia por que interferir numa brincadeira aparentemente saudável.

Mas a cobiça do menino por Ken era sua revolta contida, às vezes até se desentendia com a irmã, brigava, mas baixinho. A atenção dos pais estava voltada para a tela e não para seu problema. Mesmo na hora de dormir a mãe não percebia sua feição enfezada. Ele queria mais do que tudo trocar as roupas do Ken, conhecer suas formas, seu corpo. A irmã, como namorada oficial do estilista de brinquedo e já assumindo a possessividade feminina, monopolizava.

Certo dia, não controlou mais a ansiedade. Foi mais forte que ele. Bastou um descuido para conseguir pegar o tão desejado boneco que, apenas para ele, se destacava no meio de bonecas tão lindas.

Só que durou pouco. Logo recebeu um puxão de cabelo que, de tão forte, fez largar facilmente Ken de volta na mão da irmã, e desabou no choro. Esperneou até chamar a atenção dos pais que correram preocupados ao seu encontro. Gritava chorando que queria o Ken, não via mais graça nas outras bonecas, era o Ken que ele desejava. Os pais se entreolharam preocupados, era uma coisa largar os carrinhos pra trocar as roupas das bonecas, mas querer o boneco?

Foi repreendido pelos pais que lhe ofereceram os carrinhos de volta e alguns bonecos soldados, mas ele já não via sentido naquilo. Se isolou, passou a viver em seu mundinho. Não falou mais com a irmã, magoado.

No outro dia, não sentou mais próximo da irmã para brincar com as Barbies. Ficou de costas, do outro lado da sala, meio curvado como quem esconde algo. Olhou apenas quando a abertura da novela começou.


Ela não suportou tal descaso e perguntou o que ele fazia e com o que brincava, já que seus carrinhos continuavam intocados. Mas não conseguiu descobrir, aparentemente ele brincava de mãos vazias.

Nos 3 dias que se seguiram, preocupada com a mudança de comportamento dele, ela tentou de todas as formas descobrir o que entretia agora o irmão aborrecido e para isso, abandonou as bonecas, deixando até Ken de lado e sem namorada.

Até que no outro dia, após a escola, ela voltou para as bonecas e ele ficou em seu quarto. Mais tarde, Papai e mamãe estavam no sofá, a abertura da novela começou quando ele chegou na sala, com as calças pelo joelho, mãos ocupadas. Todos olharam para ele e então a irmã perguntou, curiosa:

- O que você está fazendo!? É este seu novo brinquedo!? O que é isso!!?

E ele respondeu:

- Meu beeeeem, é meu Keeeeen, meu paaaaaauuuuu...

11.6.08

74º - hoje é um novo dia, de um novo membro...

Esses dias eu estava com uma coceira no braço que não passava. Esfregava os dedos com força, mas não adiantava. Daí tentei coçar com a unha e percebi que não fazia diferença alguma, já que vivo arrancando-as com os dentes.Então pensei, "para que me servem as unhas, senão para aliviar minha ansiedade?". Método que abomino por inúmeras razões, mas não me livro nem com esmalte de gosto amargo. Melhor seria se eu simplesmente não as tivesse, assim não seria um viciado.

Afinal de contas, por que o homem tem unha? Quando eu digo homem, é no sentido heterosexual da palavra.
Unhas não servem pra muitas coisas. Talvez para ajudar a abrir uma latinha de cerveja, espremer um cravo, tirar a parte de trás de uma figurinha do álbum da copa do mundo, arrancar casquinha de machucado, tira craca do nariz, descolar a ponta do durex...difícil lembrar de mais coisas...
E essas utilidades que eu lembrei, não necessariamente precisam da unha, até ajuda, mas sem ela não faria muita diferença.

Entretanto já conheci uns caras que encontraram utilidade melhor para as unhas, em especial para a do dedinho. Invariavelmente nessas pessoas, a unha do mindinho sempre é maior que a do resto dos dedos. Às vezes até de outra cor, preta, azul...

Veja só os cobradores de ônibus e os taxistas, eles têm a unha assim e dizem que usam para contar as notas. Já vi alguns até limpando os cantinhos da pulseira do relógio com a pontinha, que sempre é bem aparada pela lixa do inseparável cortador. Tem eletricista por aí que usa pra separar aqueles fios fininhos uns dos outros, vai entender.

Um porteiro do prédio onde moro tinha a unha assim e dizia que era para dedilhar o violão. Um bom motivo para conservá-las grande, admito. E o motivo para deixá-la preta era o charme, o estilo.Esses artistas do norte tem estilo mesmo, pelo menos todos que eu conheci trabalhando por lá. Se me lembro bem o refrão da música que ele tocava lá na Rádio Atual era:
"Ei, pega rapaix, as mina aqui da cidade já não satisfaix".

Engraçado que um outro porteiro também cultivava esse gadanho no dedinho, e dizia que era para coçar a orelha.Então perguntávamos exaustivamente, eu e os outros moleques, por que ele tinha a unha daquele jeito, e já sem paciência ele respondia:
"É pra coçar o cu, cacete! Vem aqui vem, que vou coçar o cu de vocês..." - E saíamos correndo.

Bom, o fato é que meu corpo alimenta meu próprio vício. Cada dia que passa a unha está maior para ser arrancada. Sempre se regenerando e cultivando meu mau hábito.

E você sabe porque a unha regenera e outras partes do corpo não? Pois é, nem eu.Pense só, se as partes do corpo se regenerassem em 24 horas, assim, de um dia pro outro, igual rabo de lagartixa.Se as coisas fossem assim, o Lula teria dez dedos nas mãos. Roberto Carlos poderia dançar e correr pelo palco em seus shows. E o João do Pulo então? Esse teria sido ouro nas olimpíadas!

Outro lado positivo seria que as aulas com estilete nas escolas primárias não teria alerta vermelho de perigo, podendo até substituir a famosa guerrinha de giz por rinhas de estilete. Consigo até visualizar como a "brincadeira" começaria, num simples corte no braço do amigo para retalhações desregradas.Mas em contrapartida, Encaixotando Helena não teria razão de existir, o que seria uma mutilação na arte cinematográfica.

Imagine então você, amigo, chegando em casa nessa época, dia dos namorados, tua namorada linda e saltitante, radiante louca por uma merecida e caprichada rabiscada, mas você cabisbaixo, triste:
"O que aconteceu?" - pergunta assustada.
"Sabe o que é, amor? Não sei se conseguirei hoje. Meus amigos do trabalho me pregaram uma peça, uma pegadinha de mau gosto. Me desculpe, podemos deixar pra amanhã essa nossa festinha? Porque amanhã...amanhã estarei completo de novo"...



19.5.08

73º - Eu si fodo, tu si fodes, eles si fodem tumém...

Cara, é muito ruim quando as coisas dão errado. Quando você acha que aquele rodízio japonês não vai te fazer mal, e você fica 3 dias no banheiro; quando você acorda, olha o relógio, vira para o lado e pensa "só mais 5 minutinhos", e acorda duas horas atrasado; quando você vira à direita pra cortar caminho e vai parar em Itapecerica; quando eliminam uma luxuosa de algum reality show e ela não sai nua em nenhuma revista, ou pior, quando um ogro parlamentar pega uma patcha gostosa que depois vira capa da playboy; quando você acelera achando que vai passar no amarelo, passa a milhão no vermelho e tem um maldito tigre do CET bem naquela hora; quando você peida sozinho no elevador achando que não vai entrar ninguém e entra logo depois a mais luxuosa do prédio; quando você xinga um cara no trânsito, a caminho de uma entrevista de trabalho, e chega lá, o cara é o seu entrevistador; quando alguém grava o último capítulo da novela das seis em cima da sua fita de material "educativo"; enfim situações cotidianas de frustrações...

Mas, se as coisas dão errado para você e mais alguém, como quando você inocentemente pergunta à uma moça com problemas auditivos porque que ela fala desse jeito, e ela responde "que?" e você faz "prrrrrrrr", e as amigas dela gritam "ela não escuta!!", você fica extremamente sem graça, arruinando suas chances de conquista, bem como a de seus comparsas, tudo muda de figura.

O ruim é se dar mal sozinho, se tiver alguém junto, não tem problema, você sempre pode dizer "pelo menos eu estava com fulano quando o piano caiu sobre nós...". Se alguém te perguntar se você sente falta do seu braço esquerdo, que foi amputado por engano quando você foi operar a unha encravada e isso não tiver acontecido com mais nenhum conhecido seu, aí sim, você se fodeu.
Porém, se aconteceu a mesma coisa com algum amigo (na verdade, não precisa nem ser amigo, amigo, se for conhecido da galera já dá pro gasto), você fala, "imagina então o Zé, que era canhoto..."

Ou quando faltam 45 parcelas para você terminar de quitar o teu carro e você morre de vergonha de falar, daí no meio da roda de conhecidos outra pessoa lança que ainda faltam 70 pra quitar o dela, mesmo o carro dela sendo bem melhor que o teu, você dá aquela engasgadinha risonha...

Um exemplo clássico do "se-alguém-se-foder-junto-comigo-não-tem-problema", são as provas. Você está lá enrolando e procurando desculpas para não começar a estudar, surgem vontades irresistíveis de comer alguma coisa, de ver um filme, de procurar rostos no mármore do banheiro, de queimar formigas com uma lupa, de contar quantos azulejos foram necessários para cobrir a cozinha...

Aí você decide ligar pra algum amigo e perguntar o que que tem de estudar para a prova, o que é uma mera desculpa, pois você sabe muito bem o que vai cair, você quer apenas uma brecha para disparar a fatídica pergunta: "e aí, já estudou?" se o cara mandar um "nossa, nem abri o livro ainda" você vai delirar internamente e falar "então beleza, vou dar uma estudada e depois a gente se fala" e vai voltar imediatamente aos seus importantíssimos afazeres...

Mas, se o cara lançar um: "porra estudei pra caralho, não aguento mais" aí vai bater um certo desespero, afinal, são 8 da noite, a prova é as 7 da matina, você não sabe porra nenhuma e o risco de você se foder sozinho aumentou. Geralmente você vai ensaiar uma estudada, vai perceber que tinha muito mais coisa pra estudar do que você imaginava, vai lembrar que não pode fazer feio na frente daquela gatinha, colega de classe, que almeja xapiscar e o desespero vai aumentar...

Quando não mais que de repente você se lembra de um consolo: sua agenda telefônica, sim!!!
E daí vai começar a ligar para outros manos, até que alguém fale "nem abri o livro ainda".

11.3.08

72º - Clipe bom é clipe....pt.6

Recordar bons momentos do passado é uma coisa corriqueira na vida de todo mundo, mas reviver sucessos é para poucos. Vejam só Stallone, filmando sequências de filmes que fizeram sucesso no passado e repetem a dose hoje em dia.

Não quero entrar no mérito da qualidade dos filmes, mas o sucesso é fato. Se bem que particularmente gosto muito de todos eles.
Stallone é ídolo! E meu gosto não está em discussão agora.


Enfim, não foi apenas por Sylvester que a família Stallone despejou talento. Como se não bastasse um, sim, existe um irmão, Frank Stallone.

Ele participou de Rocky como um dos cantores de rua, que cantam 'Take You Back', de sua autoria, além de ser sparing de Sly.
É, devia apanhar horrores...


Mas com veias artísticas também, Frank protagonizou momentos grandiosos do cinema. Não atuando, em alguns filmes medianos que participou, mas criando trilhas para inúmeros filmes e musicais. Isto por que seu forte sempre foi a música.
E o clímax em sua carreira aconteceu quando ele criou uma das músicas tema para o filme 'Os Embalos de Sábado Continuam'. Sequência não tão bem sucedida do clássico 'Os Embalos de Sábado à Noite'.

O filme não alcançou o mesmo sucesso de seu predecessor, mas a música tema sim. Tão boa quanto 'Staying Alive' do Bee Gees.
'Os Embalos de Sábado Continuam' foi dirigido por Sylvester que apesar de ser todo bruto, mostrou delicadeza ao dirigir um bando de bailarinos liderados por John Travolta, no auge de sua forma física, como protagonista.

É, Travolta já foi fininho, e muito. Bailarino nato, besuntou o corpo em óleo e dançou desvairada e incansavelmente durante todo o filme. Já Frank, que não tem a boca torta, fez uma música eletrizante para suar, bem mais pesada e contagiante que o clássico 'disco' do Bee Gees. É claro, não estamos mais na década de setenta. E o melhor, essa não foi regravada pelo KLB, ainda...

'Far From Over' foi nomeada para o Globo de Ouro de melhor canção em 1984, mas o filme não acompanhou seu ritmo. Mesmo com a direção de Stallone que na época já era um vencedor de Oscar. Nem mesmo com a pequena ponta que ele fez trombando com Travolta na calçada, com um estilo glamuroso setentista que viria a se extingüir não muito tempo depois.

4.3.08

71º - queda de pelos?

Pô, acabei de voltar do banheiro...os caras aqui do trampo estão sofrendo de calvície peniana, não é possível!
Amigos, Grecin 2000 neles!!

28.2.08

70º - meio dia. repita! meio dia.

E essa mania de dizer tchau tchau, quem guenta?

Não é de muito tempo atrás que isso vem acontecendo, as pessoas conversam ao telefone e na hora de desligar dizem "tchau tchau", alguns até já abreviam a pronuncia num patético "tiatiao", assim todo junto.

É, e o bagulho vicia, ou melhor, contagia. No começo era só uma mulher que falava, todo santo dia em toda santa ligação. Depois foi o cara do lado e depois o cara do outro lado, passando pra mocinha da frente, pra menina na outra extremidade da sala...era o vírus se propagando pelo ar através das ondas sonoras.

Não demorou muito para o costume virar gozação. E a pândega era bem engraçada, até que o mano ao meu lado se contagiou, preocupante, o próximo seria eu.

Enfim, com esforço e rapidez me livrei do epidêmico vício, mas não de ouví-lo todos os dias em todos os lugares.

A coisa tá tão séria que se hoje você se despedir de alguém pelo telefone com um simples tchau, corre o risco de ser tachado de frio, grosso, estupido, bruto-porco-nojento.

Só falta agora incorporarem um hífen ao meio das palavras para virar um substantivo composto. Se bem que nem seria um, porque só existe um radical, é isso mesmo? Ah, sei lá!

Levantei algumas hipóteses sobre a origem disso, possíveis hospedeiros do vírus:

1- Acredito que uma pessoa estava no carro conversando ao celular enquanto no rádio tocava Changes do David Bowie. Na hora em que a música chegou no refrão calhou de ser a mesma da despedida, a pessoa gaguejou o refrão junto com o tchau e saiu "tchau-tchau".
(Já incorporei o hífen, para quem não percebeu)

Existia mais 3 pessoas no carro que automaticamente se contagiaram e mais 15 pessoas próximas ao indivíduo do outro lado da linha que, inevitavelmente, respondeu "tchau-tchau", e tudo começava a partir daí...

2- Acredito também que uma pessoa estava no carro conversando ao celular enquanto no rádio tocava 'Segure o Tchan' do É o Tchan. Na hora em que a música chegou no refrão calhou de ser a mesma da despedida, a pessoa gaguejou o refrão junto com o tchau e saiu "tchau-tchau". Existia mais 3 pessoas no carro que automaticamente se contagiaram e mais 15 pessoas próximas ao indivíduo do outro lado da linha que, inevitavelmente, respondeu "tchau-tchau", e tudo começava a partir daí...

3- Algum engraçadinho leu meu post sobre as traduções ao pé da letra e resolveu mudar a maneira de conversar com o mundo, começou a distribuir bye-byes por aí em Português.

4- Outra possível, mas principal suspeita, o hóspede do vírus é a Xuxa que em toda manhã ploriferava para as criancinhas, que encubaram o vírus durante uns 20 anos até que agora os primeiros sintomas começam a aflorar. É, dizer com exatidão que ela é a maior culpada pelo surgimento desse costume é muito difícl, mas é dessa forma que eu me despeço de vocês hoje pessoal: beijinho, beijinho e tchau-tchau!
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